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Continuações são continuações, alguém já disse: na maioria das vezes uma reciclagem de clichês criados nos filmes originais, com fator qualidade descendo alguns degraus e a fome por mais alguns níqueis para os cofres do estúdio. No caso de “Missão Impossível III” (Mission: Impossible III, EUA, 2006), no entanto, é possível fazer algumas concessões.
Antes de tudo é bom lembrar que o segundo capítulo dessa trilogia foi pura curtição nas mãos do diretor John Woo. Era um filme em que se explorava o “lado James Bond” do personagem Ethan Hunt. Mulheres, carrões, muito luxo e ação. Não chateava, mas deixava a desejar em relação ao original de Brian de Palma. Já esse terceiro capítulo ficou a cargo de J.J. Abrams, o criador da série “Alias” e do fenômeno “Lost”. E ele não decepciona. Joga o mocinho Tom Cruise contra o vilão Philip Seymour Hoffman (Oscar de Melhor Ator esse ano por “Capote”) e põe ritmo na aventura desde a tensa cena inicial.
Longe das missões há algum tempo, dessa vez Hunt é mostrado como um novo homem. Caseiro, ele quer apenas casar-se, constituir família. Claro, uma nova ameaça vinda do negociador Owen Davian (Hoffman) e a perda de uma agente de seu grupo farão Hunt voltar a campo. Entre o herói e bandido um certo “pé-de-coelho”. O que será isso? Quais as motivações dos antagonistas? Várias missões que vão do Vaticano à China tentarão trazer as repostas.
E é aí que se encontra o ponto forte de “M:i:III”, suas movimentadas e tensas ações pelo mundo. Abrams caprichou nas cenas de explosões, ataques e espionagem. E Tom Cruise dá fôlego de atleta ao seu personagem, saindo-se com um bom trabalho.
Duas seqüências chamam a atenção: toda a movimentação no Vaticano - cujo plano ainda inclui como as famosas máscaras usadas em todos os filmes da série são elaboradas (uma idéia absurdamente divertida) – e o resgate de Owen numa extensa ponte na qual helicópteros, aviões e muitos tiros prendem o espectador na poltrona.
Se Cruise mostra o seu habitual sorriso alvo, Hoffman rouba a cena com sua voz ameaçadoramente calma. Grande escolha de casting, um elenco no qual é possível encontrar o ótimo Ving Rhames, Laurence Fishburne e Simon Pegg (o Shaun do engraçado “Todo Mundo Quase Morto”). Não espere, porém, reviravoltas drásticas ou grandes revelações. O roteiro segue mais ou menos a linha dos filmes de espionagem, mas vale mesmo como boa diversão. Bem acabada e dirigida, empolga bastante, mas não mudará a vida ninguém.
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08/05/2006, por Bitim
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