Mass media ou Media mass?!
O termo indústria cultural - que serviu de substituto para cultura de massas - foi criado pelos principais pensadores da Escola de Frankfurt: Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, ambos alemães.
De acordo com estes teóricos - que previram o mau uso dos meios de comunicação de massa no período mais crítico da 2ª Guerra Mundial - a cultura industrial é fabricada de acordo com o mercado. Os pensadores eram judeus, foram perseguidos por Hitler e exilados nos Estados Unidos.
Indústria cultural ou cultura industrial, segundo outro teórico, o francês Edgar Morin, diz respeito à criação industrializada, à padronização cultural voltada para o mercado de consumo. Segundo Morin, a segunda industrialização, a do espírito, se processa nas imagens e nos sonhos, penetrando na alma humana.
O capitalismo criou condições para a democratização da cultura, uma vez que esta foi transformada em objeto de produção industrial, que induz ao consumo estético massificado e narcotizante.
Se o povo não tem formação cultural satisfatória, não terá consciência crítica para combater e descartar o que se lhe apresenta, ou seja, a indústria cultural segue a linha da menor resistência.
A publicidade marrom, matéria-prima da comunicação sensacionalista, produz vedetes que são sua base de faturamento, advindo do consumo do sonho impresso em glamourosas páginas de revistas e tablóides.
Este tipo de publicidade é a polpa da apetitosa e suculenta indústria cultural. É a mola-mestra da engrenagem deste mercantilismo humano. É a escravidão mental; a alienação conquistada pelos novos espécimes mercadológicos, enfim, é o atual modelo de “boa vida” e sucesso.
“A técnica agora é usada para penetrar no domínio interior do homem e aí derramar mercadorias culturais”.
Ser Kitsch agora é chique!
Acredite se quiser!
As “Darlenes” agradecem.
Fernanda Nascentes