Anafrodisia ou Ausência Prolongada do Desejo
É uma alteração na primeira fase vasocongestiva da resposta sexual. A mulher que sofre de anafrodisia evita as relações sexuais e apela para já famosa coleção de pretextos (enxaqueca, cansaço, perigo de acordar os filhos). As origens desta disfunção podem estar na educação sexual malfeita ou inexistente e em extraordinário desenvolvimento da vergonha e da culpa em relação à sexualidade.
Aprender a estimular adequadamente a companheira e adquirir uma boa dose de conhecimento, paciência e respeito é de extrema importância para o parceiro de uma mulher com este problema. Um comentário inoportuno, um gesto rude, uma exigência constrangedora ou uma atitude de indiferença do homem podem inibir a resposta da mulher e levá-la a dúvidas e temores do tipo: estarei à altura das circunstâncias? ou estou correndo risco de não agradar?
A rotina, a falta de imaginação e, certamente, os conflitos conjugais diurnos, falta de comunicação, agressão, falta de afeto, nada disso pode ser resolvido na cama, como já foi costume afirmar, mas, ao contrário, desenvolvem ódios, rancores e rejeições no momento da intimidade sexual.
Vaginismo
Trata-se da contração espasmódica da entrada da vagina, diante da tentativa de penetração. Quando há dor, falamos de disparenia.
A contração impede totalmente a introdução, até mesmo de um dedo.
A mulher com vaginismo tem medo do pênis, repugnância e desconhecimento dos próprios órgãos genitais e o espasmo involuntário do esfíncter vaginal é apenas uma defesa.
O problema, às vezes, tem origem num ato sexual anterior traumatizante, mas é obvio, nesta e em outras disfunções, que a educação sexual foi inexistente ou errada, ou se desenvolveu em clima de culpa e ameaça.
Impõe-se consultar um profissional, que usará como base da terapia, trabalhar o medo sentido através da auto-exploração dos órgãos genitais, da auto-massagem, da massagem feita pelo companheiro e da introdução progressiva de um, dois e três dedos na vagina, além do tratamento de informação e da psicoterapia correspondente.
Anorgasmia
É a impossibilidade total ou parcial de atingir o orgasmo. A desinformação, as crenças erradas, os preconceitos religiosos, escolares e familiares prejudicaram a capacidade orgástica da mulher.
Toda mulher, deve aprender, e transmitir ao companheiro, a fisiologia dos seus órgãos genitais e as técnicas de estimulação que prefere; deve superar pudores e preconceitos que a impedem de solicitar determinadas carícias e posições; deve exigir as condições que considere ideais quanto a ambiente, iluminação e circunstâncias para manter a relação sexual, e responsabilizar o parceiro pela parte que lhe cabe na disfunção.
Cada mulher tem sensibilidade e ritmo exclusivos e individuais, mas todos os homens deveriam saber que, em termos gerais:
- a mulher requer mais tempo de estimulação para chegar ao orgasmo;
- as zonas erógenas femininas são dispersas e não concentradas apenas nos órgãos genitais;
- a nuca, os ombros, os seios, as nádegas, a face interna das coxas costumam ser zonas erógenas na mulher e sua estimulação não deve ser esquecida;
- ainda que o clitóris seja o centro da resposta orgástica, o homem não deve arriscar-se a estimulá-lo sem preliminares, pois isso pode ser doloroso e inibir definitivamente o clímax;
- uma vez iniciada a estimulação do clitóris, cada interrupção faz com que o arco orgásmico retorne ao ponto de partida;
- antes de tocar diretamente o clitóris, devem-se acariciar as zonas periclitorianas;
- é preciso evitar o medo da gravidez com um método anticoncepcional em que a mulher confie (deve-se ir no ginecologista para que ele receite o anticoncepcional adequado).
Ao mesmo tempo, recomenda-se à mulher os seguintes exercícios, denominados exercícios de Kegel:
- contrair e relaxar os músculos perivaginais;
- contrair os músculos periclitorianos, como se desejasse reter o desejo de urinar;
- contrair e relaxar ritmicamente o esfíncter anal.